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Segurança no alinhamento de tubos em operações offshore: eliminando o risco de esmagamento das mãos em conexões de test stump.

  • Foto do escritor: Dr. Ricardo Santos Ferreira
    Dr. Ricardo Santos Ferreira
  • há 17 minutos
  • 3 min de leitura

Dr. Ricardo Santos Ferreira – Fundador e CVO da Athon S/A. Especialista em elementos de vedação para Perfuração e Exploração de Petróleo e Gás. Em operações de óleo e gás, especialmente durante conexões de test stump de 16-3/4” e 18-3/4”, uma etapa crítica costuma concentrar um dos maiores riscos operacionais para as equipes: o alinhamento final dos tubos antes do engate.

Nesse momento, cargas suspensas, interfaces de alinhamento com folgas mínimas, energia mecânica acumulada e acionamento hidráulico coexistem em um mesmo ponto da operação. Essa combinação cria uma zona potencial de esmagamento, capaz de causar amputações, fraturas graves e lesões severas nos membros superiores.

Análises de incidentes na indústria indicam que grande parte desses eventos ocorre justamente durante o ajuste fino de alinhamento, quando operadores realizam correções manuais para garantir a concentricidade adequada entre os componentes. Sob a ação de massa suspensa e energia acumulada, qualquer microdeslocamento pode resultar em aprisionamento imediato das mãos. Uma vez iniciada a pressurização hidráulica, o tempo de reação humano torna-se insuficiente para evitar lesões.


Quando procedimentos não são suficientes


Treinamentos, procedimentos operacionais e uso de EPIs são medidas fundamentais para qualquer operação industrial. No entanto, dentro da lógica da Hierarquia de Controles de Risco, essas medidas atuam principalmente na redução de probabilidade — não na eliminação do perigo.

Quando o próprio desenho da tarefa exige que o operador posicione as mãos dentro da zona de esmagamento, a exposição ao risco permanece inerente ao processo.

Esse padrão recorrente observado em incidentes demonstra que, em muitos casos, a causa raiz não está no comportamento do operador, mas sim na própria configuração física da operação. Em cenários envolvendo cargas suspensas e interfaces de alto risco, a forma mais eficaz de mitigação está na aplicação de controles de engenharia capazes de atuar diretamente sobre a fonte do perigo.


O papel dos controles de engenharia na segurança operacional


Controles de engenharia têm como princípio eliminar ou reduzir o risco diretamente no processo, evitando a necessidade de exposição humana ao perigo.

No contexto de conexões de test stump em operações offshore, isso significa remover a necessidade de intervenção manual durante as etapas mais sensíveis de alinhamento e engate dos tubos.

Essa abordagem está alinhada com boas práticas internacionais de gestão de segurança industrial e também com os princípios estabelecidos pela NR-12, que prioriza soluções de engenharia para proteção da integridade física dos trabalhadores em operações com risco mecânico elevado.


Um novo padrão de alinhamento seguro


Com esse objetivo, a Athon S.A. desenvolveu o Athon PipeGuard™, um sistema de alinhamento de tubos projetado para eliminar a necessidade de posicionamento manual das mãos durante o engate em conexões críticas.

O equipamento atua como um sistema de orientação física controlada, conduzindo o alinhamento do tubo de forma segura enquanto restringe o acesso à interface onde ocorre o risco de esmagamento.


Na prática, o sistema:


•⁠ ⁠guia o tubo durante o alinhamento final

•⁠ ⁠elimina a necessidade de correções manuais

•⁠ ⁠restringe o acesso à zona crítica de esmagamento

•⁠ ⁠reduz drasticamente a exposição das mãos durante o acoplamento


Ao remover a dependência de intervenção manual e atuar diretamente sobre a fonte estrutural do risco, o sistema estabelece um novo padrão operacional de segurança para conexões de test stump em ambientes offshore.


Aplicação prática em campo


Durante operações de teste em uma campanha offshore envolvendo conexões test stump 18-3/4”, a equipe responsável enfrentava recorrentes dificuldades de alinhamento final entre os componentes, exigindo ajustes manuais próximos à zona de esmagamento.

Com a introdução do Athon PipeGuard™, o processo de engate passou a ser conduzido por orientação física do sistema, eliminando a necessidade de intervenção direta das mãos na interface crítica.


O resultado foi imediato:


•⁠ ⁠eliminação da exposição das mãos durante o alinhamento

•⁠ ⁠maior estabilidade no engate dos tubos

•⁠ ⁠redução do tempo de preparação da conexão

•⁠ ⁠aumento da previsibilidade e segurança da operação


Além do ganho em segurança, a equipe reportou melhoria significativa na eficiência do processo, uma vez que o alinhamento passou a ocorrer de forma mais controlada e repetível.


Segurança como resultado de engenharia


Na indústria de óleo e gás, onde operações envolvem grandes cargas, energia mecânica elevada e interfaces críticas, a segurança não pode depender exclusivamente de comportamento humano ou procedimentos.

Ela precisa ser incorporada no próprio desenho da operação.

Soluções baseadas em engenharia têm o potencial de transformar tarefas historicamente perigosas em processos controlados e previsíveis, reduzindo drasticamente a exposição ao risco e aumentando a confiabilidade operacional.

Ao aplicar esse princípio no alinhamento de tubos em conexões offshore, o Athon PipeGuard™ demonstra como inovação em engenharia pode contribuir diretamente para operações mais seguras, eficientes e alinhadas às melhores práticas internacionais de gestão de risco.


Athon, Seal the Future.

 
 
 

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